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"Sequestraram minha filha e meu neto", diz procuradora afastada por Maduro

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Destituída pela ditadura de Nicolás Maduro, a ex-procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Diaz, disse em entrevista ao UOL que teve uma filha e um neto sequestrados pelo regime.

Em 2017, quando estava à frente das investigações sobre a relação entre a Odebrecht e a cúpula do chavismo, Ortega foi afastada do cargo e teve de deixar o país.

A ex-procuradora afirma que soube do sequestro de seus familiares durante uma visita ao Brasil, onde participava de uma reunião com Rodrigo Janot.

“Sequestraram milha filha e meu neto. Eu tive de abandonar a reunião e voltar para a Venezuela. Minha filha esteve sequestrada por dois dias e meu neto por três dias. Soltaram a mãe primeiro e deixaram a criança, de 14 anos”, disse.

“Você pode imaginar a dor da mãe quando a separaram e dizem que ela pode ir e o filho continua? Depois entendi que era uma série de ações para evitar que eu investigasse o caso da Odebrecht”, disse Ortega.

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