Sugestão ao Charlie Hebdo: dedicar um número ao Paquistão

Da Nigéria para o Paquistão. O Paquistão ê um dos países mais ameaçadores para o mundo e para si próprio: é território contínuo dos talibãs afegãos, tem armas nucleares, é inimigo da índia, vive em permanente instabilidade política e, não menos perigoso, tem um Emir Sader local, um senhor chamado Tariq Ali. Quer dizer, tem mas não tem: o sujeito mora em Londres. Tariq Ali, como todo comunista que se preza, adora os confortos do capitalismo, inclusive o selvagem. De vez em quando, ele dá uma passadinha no Brasil, para tomar um caipirinha e planejar a revolução mundial.
Muito bem, os parlamentares paquistaneses aprovaram por unanimidade uma resolução que condena as “caricaturas blasfematórias” do Charlie Hebdo e denuncia o jornal por “atos de ódio, deliberados e maliciosos” contra os muçulmanos. O seu ministro para Assuntos Religiosos (eis aí uma ideia para Dilma Rousseff, a ex-guerrilheira de esquerda, dar mais uma pastinha para o PMDB reclamão…), Sardar Yousaf, disse que “As mídias que publicaram esses desenhos deveriam ser proibidas de circular, e todas as suas cópias deveriam ser confiscadas e queimadas.”
Oficialmente, o governo paquistanês condenou os atentados em Paris, mas, depois da última edição do Charlie Hebdo, o tom endureceu. Ou seja, as lágrimas vertidas por essa gente na passeata de domingo, em Paris, eram de crocodilo. A maior ameaça representada pelo Paquistão é o seu governo, não importa qual seja ele no momento. Sugerimos que o Charlie Hebdo dedique um número especial ao país.

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