Trump é 1º presidente em mais de 150 anos a boicotar posse do sucessor

Trump é 1º presidente em mais de 150 anos a boicotar posse do sucessor
Foto: Official White House Photo by Shealah Craighead

Donald Trump será o primeiro presidente em mais de 150 anos a boicotar de propósito a posse de seu sucessor. As informações são da Associação Histórica da Casa Branca.

A associação registra apenas três boicotes propositais. Em 1801, John Adams deixou a Casa Branca às 4 da manhã do dia da posse de Thomas Jefferson. Embora Adams não tenha registrado o motivo, possivelmente quis evitar provocar violência entre os federalistas e os democratas-republicanos. Ele também não foi convidado formalmente pelo desafeto Jefferson.

John Quincy Adams, filho de John Adams, imitou o pai e também não compareceu à posse de seu sucessor, Andrew Jackson, em 1829. Adams também não convidou Jackson para visitar a Casa Branca. Deixou a residência oficial na noite anterior à posse de Jackson.

Finalmente, em 1869 Andrew Johnson não compareceu à posse de Ulysses S. Grant. Passou a manhã da posse assinando leis.

No ano anterior, Johnson havia se tornado o primeiro presidente a sofrer impeachment na Câmara.

John Adams, John Quincy Adams e Andrew Johnson têm todos algo em comum com Trump: tentaram um segundo mandato e não conseguiram.

A Associação Histórica da Casa Branca registra ainda duas faltas. Martin Van Buren não compareceu à posse de William Henry Harrison em 1841, mas não se sabe o porquê, já que mantinham boas relações. É possível que Van Buren tenha escolhido passar tempo com o filho, que estava doente. Contudo, Van Buren foi ao Capitólio.

Já Woodrow Wilson também acompanhou o sucessor Warren G. Harding até o Capitólio, em 1921, mas estava muito doente e evitou a cerimônia em lugar aberto e em mês frio.

Obviamente, Richard Nixon, que renunciou em 1974, também não compareceu ao juramento de Gerald Ford. Mas pelo critério da Associação Histórica da Casa Branca, esse foi um caso mais de sucessão presidencial do que de posse. O mesmo vale para os oito casos de vices que tomaram posse com a morte do presidente.

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