Bolsa festejou ovos dentro de galinha

A Bolsa encerrou o dia com alta de 1,9% e atingiu 59.461 pontos. É o maior patamar desde 8 de setembro e mostra como os investidores gostaram do primeiro turno das eleições municipais.

O raciocínio é que a derrota do PT e o crescimento do PSDB fortalecem Temer no Congresso e ajudam a aprovar as medidas econômicas. É a velha mania do mercado de contar com ovos dentro da galinha.

Primeiro: a O Antagonista, uma fonte do Planalto queixou-se hoje de que a ficha dos deputados ainda não “caiu”, a ponto de dois terços deles não se importarem com a PEC do teto de gastos.

Segundo: a vitória dos partidos aliados a Temer pode significar, na verdade, que cobrarão um preço alto do presidente para aprovar medidas impopulares, disse Roberto Romano, professor de Ética da Unicamp, a O Financista.

Terceiro: um relatório do Banco de Tokyo-Mitsubishi, divulgado hoje, também é cauteloso sobre o suposto efeito positivo das eleições na base aliada. “No curto prazo, a eleição tem um impacto marginal sobre o apoio a Michel Temer no Congresso, onde o governo se concentra na aprovação de emendas constitucionais e outras medidas do ajuste fiscal.”