Dólar em queda: a Petrobras gosta

A Petrobras, dona do título de petrolífera mais endividada do mundo, agradece de joelhos a queda do dólar. Devido a ela, sua dívida bruta recuou 19% entre dezembro e junho, chegando a R$ 398 bilhões. Para se ter uma ideia, as dívidas em dólares correspondiam a R$ 285 bilhões no fim do segundo trimestre.

O recuo compensou a redução de 36% no caixa da companhia nesse intervalo e foi suficiente para derrubar o índice dívida líquida/ebitda de 5,31 para 4,49 vezes. Falando em português: em dezembro, a empresa demoraria mais de cinco anos para pagar todas suas dívidas, mesmo utilizando todo o dinheiro que entrasse em sua conta-corrente. Agora, em junho, bastariam 4,5 anos.