“O diabo mora no que não foi dito”

Editorial do Valor sobre o lançamento do PPI “assopra e morde”.

Primeiro, o texto debulha elogios ao programa.

Depois…

“O diabo mora no que não foi dito. A estrutura de financiamento ainda se manterá dependente de recursos públicos em um primeiro momento, com a compra de debêntures pelo BNDES e pelo FI-FGTS, sem que se tenha uma ideia clara do grau de disposição de bancos privados em participar da engrenagem financeira dos projetos. Para ficar em uma única fonte de incerteza: a equação fecha, do ponto de vista das futuras concessionárias, com a emissão de debêntures quando os juros básicos estão em 14,25% ao ano? Também não está claro, sem a conveniência dos empréstimos-ponte, quanto tempo vão levar as empresas para obter um financiamento de longo prazo capaz de deslanchar obras que o erário não tem mais condições de executar.”