Petrobras dispara, mas é para tanto?

As ações da Petrobras dispararam na Bolsa hoje. As preferenciais subiram 5,56% e as ordinárias, 4,64%. Foi a resposta otimista do mercado à decisão da Opep de estabilizar o preço do petróleo. Mas, no caso da Petrobras, até onde isso ajuda mesmo?

Aos fatos:

1) A política de preços da estatal é descolada da flutuação mundial. Embora Pedro Parente diga que a paridade com o mercado global passará a ser considerada, o mercado só acredita vendo;

2) A empresa costuma ser uma importadora líquida de petróleo e derivados. Neste ano, está exportando mais do que comprando, por um demérito: a recessão derrubou a demanda interna de derivados. Os analistas afirmam que, quando a economia voltar aos trilhos, a Petrobras voltará a ser deficitária na balança comercial. Ou seja, se os preços subirem lá fora, a estatal pagará mais para suprir o que não produz aqui;

3) A única frente em que o acordo ajuda é na avaliação dos ativos à venda. Mesmo eles, porém, enfrentam um cenário internacional desfavorável, com poucos interessados em comprar pedaços de petroleiras.

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