Varinha mágica

Os juros para o consumidor estão na estratosfera? Não tem problema. Basta que o Copom, na sua próxima reunião, determine quanto o sistema financeiro poderá cobrar dos clientes. Simples assim. Pelo menos, para o senador José Reguffe (sem partido-DF).

Reguffe apresentou, hoje, projeto de lei que obriga o Copom, hoje responsável apenas pela Selic, a determinar, trimestralmente, a taxa máxima de juros a ser cobrada dos consumidores.

Para se justificar, o senador lembrou que, em alguns casos, os juros superam 1.000% ao ano. É verdade. Mas transformar a caneta do Copom em varinha mágica não os trará para níveis civilizados.

Que tal começar abrindo o mercado de serviços financeiros, combatendo a concentração do setor bancário, reduzindo o custo de captação de recursos e colocando a economia em ordem? Não tem mágica.

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