Voto de confiança

Em entrevista ao Valor, o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, reforça que, por enquanto, o que temos de concreto no discurso de retomada da economia brasileira é um “voto de confiança”.

Para quem tinha Dilma, convenhamos, houve um avanço.

Qual o risco de frustração à expectativa de entrada de capital no Brasil?

O risco é que o governo está se beneficiando de um voto de confiança, mas, por enquanto, nada efetivo do ajuste foi entregue. Temos perspectiva de elevadíssimo déficit primário neste ano, sendo que nenhuma das medidas de ajuste de maior importância foi aprovada pelo Congresso. Tivemos, por outro lado, medidas que ampliaram gastos. Evidentemente, se após o impeachment não houver progresso, pode haver uma frustração, sim, com a situação e, portanto, os fluxos esperados não viriam. Isso empurraria o real para a outra direção, de desvalorização.

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