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A vitória da baratinha

De como o ministro Luis Fernando Salomão, do STJ, me fez passar por censor, entre outras delicadezas, em decisão que beneficiou um blogueiro sujo
A vitória da baratinha
Foto: Gustavo Lima/STJ

No meu artigo desta semana, na revista Crusoé, comento a decisão de uma turma do Superior Tribunal de Justiça que, ao acompanhar o voto do relator Luis Felipe Salomão, praticamente aboliu o meu direito a defender minha honra e ainda fez me passar por censor. Uma graça.

Eis o artigo:

“Depois de uma noite de sonos intranquilos, por causa da vacina da AstraZeneca, acordei com uma barata no quarto. Barata mixuruca, não daquelas cascudas que impõem algum respeito. Ainda assim, nojenta. A baratinha é velha conhecida. Eu pensava que duas borrifadas de inseticida tinham sido suficientes para ela não aparecer mais na minha frente, mas o ministro do Superior Tribunal de Justiça Luis Felipe Salomão, personagem que de vez em quando frequenta o noticiário da Crusoé e de O Antagonista, resolveu ajudá-la — e a barata, que deitada de costas agitava as perninhas intoxicada com as borrifadas de inseticida, ganhou vida nova. Agora deve se meter de acordo com outras baratinhas para continuar a tentar me amolar por ordem do baratão que foi solto pelo Supremo Tribunal Federal. Há muitos insetos na pauta dos tribunais superiores brasileiros.

A baratinha em questão é um blogueiro sujo que processei ainda quando estava na Veja. Identificado como responsável pela cobertura que a revista fez do mensalão, o que é uma honra para mim tanto quanto uma injustiça para com os meus ex-colegas, passei a ser alvo dos insetos arregimentados por Franklin Martins, aquele lá. Entre todas as baratas, a que reapareceu no meu quarto exagerou na gosminha que soltava. Processei, ganhei em duas instâncias, mas o ministro Luis Felipe Salomão reverteu a decisão, com a anuência dos seus pares de turma, todos eles igualmente frequentadores das páginas da Crusoé e de O Antagonista.

Para ler o artigo completo na Crusoé, clique aqui (aberto para não assinantes).

Leia mais: Pois é, nada mudou da esquerda para a direita.
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