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CPI da Covid precisa investigar se BNDES financiou importação de cloroquina

Telegrama diplomático confirma notícia de O Antagonista sobre gestão pessoal de Jair Bolsonaro para liberação de matéria-prima da Índia para produção do medicamento
CPI da Covid precisa investigar se BNDES financiou importação de cloroquina
Foto: Adriano Machado/Crusoé

A CPI da Covid precisa investigar o financiamento do BNDES ao laboratório Apsen, do empresário bolsonarista Renato Spallicci. No primeiro semestre do ano passado, o banco autorizou a liberação de mais de R$ 153 milhões para a empresa investir em inovação e ampliação da capacidade produtiva de sua fábrica em São Paulo.

No mesmo período, a Apsen comprou da Índia toneladas de matéria-prima para a fabricação de hidroxicloroquina.

Como registramos há pouco, telegramas diplomáticos encaminhados à comissão confirmaram que Jair Bolsonaro atuou pessoalmente junto ao premiê indiano, Narendra Modi, para a liberação da carga – como revelou O Antagonista na ocasião.

Do total aprovado pelo BNDES, mais de R$ 62 milhões já foram efetivamente liberados. A CPI precisa saber se esses recursos não foram usados na compra do sulfato de hidroxicloroquina.

A EMS, outro laboratório beneficiado pela gestão de Bolsonaro, também obteve na mesma data dois empréstimos do BNDES no valor total de R$ 129 milhões, dos quais R$ 104 milhões já foram desembolsados.

As justificativas se assemelham: implantação e ampliação de linha de produção em Hortolândia. A EMS é de Carlos Sanchez, que se aproximou do governo Bolsonaro, mas tem um passado petista. O laboratório de genéricos foi o maior cliente da consultoria de José Dirceu.

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