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Destino manifesto

Antes da Lava Jato, Sergio Moro tirou o sono dos petistas ao prender 63 doleiros do Banestado; a consequência foi a detonação do mensalão
Destino manifesto
Reprodução

Sergio Moro postou no Twitter imagem de seu livro, lançado hoje, ao lado de uma biografia de Lula, ambos expostos na vitrine de uma livraria de Recife. Provavelmente, achou divertido. Afinal, as vidas de ambos se cruzaram na Lava Jato e voltarão a se cruzar nas urnas em 2022.

Para quem acredita em coincidências, há mais uma, lembrada pelo ex-juiz na obra que repassa sua trajetória profissional.

Em 2005, durante os depoimentos do mensalão, o então deputado federal Roberto Jefferson –depois convertido ao bolsonarismo — revelou um dos efeitos colaterais imprevistos da Operação Farol da Colina, desdobramento do caso Banestado.

“Ele declarou que o então ministro da Casa Civil José Dirceu teria alegado que o Partido dos Trabalhadores (PT) só teria lhe repassado 4 milhões de reais de um total de 20 milhões acertado pelo apoio nas eleições de 2004 porque a Polícia Federal prendera os doleiros que iriam trazer o dinheiro do exterior.”

Moro foi o responsável por deflagrar, em 2004, a Farol da Colina, que prendeu 103 pessoas, sendo 63 doleiros. Sem doleiro, o PT não conseguiu pagar a dívida com Bob Jeff, que, sentindo-se traído, confessou a existência do mensalão.

Parece novela.

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