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Loop bolsonarista

Presidente da República importa estratégia de Trump para se manter no noticiário e usa 'trackings' semanais para montar discurso contra seus alvos
Loop bolsonarista
Reprodução

Jair Bolsonaro tem recebido pesquisas informais (tracking) para montar suas narrativas e lançar ataques diários, com o objetivo de manter o engajamento da militância e criar um efeito manada capaz de influenciar eleitores desavisados. Trata-se de uma estratégia manjada, importada de Donald Trump via Steve Bannon, com quem Eduardo Bolsonaro voltou a se encontrar ontem.

O alvo da vez é o Judiciário, com ataques personalizados a Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Meses atrás, o foco era a imprensa, que agora é usada pelo presidente para amplificar suas declarações polêmicas.

Como o dever de ofício do jornalismo é relatar os fatos políticos, Bolsonaro vira um gerador diário de “fatos políticos” para serem noticiados, controlando a narrativa e desviando o foco de outros temas, como ocorre agora com a ofensiva ao sistema eleitoral — aprovar a PEC do voto impresso nunca foi realmente sua intenção.

Enquanto isso, acabam em segundo plano as milhares de vítimas do desgoverno no enfrentamento à Covid, os achados da CPI no Senado que podem levar Bolsonaro ao TPI, o casamento com o Centrão que aumenta a conta da “governabilidade”, o aparelhamento dos órgãos de controle que abafa a corrupção, o populismo fiscal que, na busca pela reeleição, ameaça quebrar o país outra vez, e até o debate sobre uma terceira via.

E se deixássemos o sociopata falando sozinho?

 

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