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Ninguém apoia Jair Bolsonaro de graça

Ninguém apoia Jair Bolsonaro de graça
Foto: Isac Nóbrega/PR

O Antagonista mostrou ontem que os milhares de motociclistas que se aglomeraram no Aterro do Flamengo para saudar Jair Bolsonaro não estavam ali de graça nem espontaneamente.

O ato foi organizado pela Federação de Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro e teve como mote o anúncio feito pelo presidente, na sexta-feira 20, de isentar motos de pedágio em futuras concessões rodoviárias.

O evento foi encorpado pela segurança, exercida por mil PMs destacados pelo governo de Claudio de Castro, aliado do clã bolsonarista. O custo da diária é estimado em meio milhão de reais.

Na mesma linha, em 15 de maio, caminhoneiros foram a Brasília em apoio ao governo de Bolsonaro. Semanas antes, eles se organizavam em grupos de WhatsApp para um protesto contra o Supremo. Diante da baixa adesão, porém, o governo precisou se mobilizar por algo mais “concreto”.

Três dias depois do protesto, veio a recompensa com o programa “Gigantes do Asfalto”. Bolsonaro anunciou, ao lado de Tarcísio de Freitas e Paulo Guedes, uma MP que aumenta a tolerância de peso para os eixos dos caminhões, o lançamento de um documento digital para os caminhoneiros e novas regras para a remoção de veículos.

Pela regra atual, a tolerância máxima para o peso do caminhão equivale a 10% de peso excedente sobre o total permitido. Conforme o governo, até 30 de abril de 2022, passa a valer a tolerância máxima de 12,5%.

No segundo semestre, a agenda de manifestações pró-Bolsonaro deve se intensificar com novos programas assistencialistas, como disse Paulo Guedes. Soma-se a essa conta o Bolsolão que compra o apoio do Centrão, inclusive nas alianças para palanques regionais em 2020.

“Nós jogamos na defesa nos primeiros três anos, controlando despesas. Agora vem a eleição? Nós vamos para o ataque. Vai ter Bolsa Família melhorado, BIP [Bônus de Inclusão Produtiva], o BIQ [Bônus de Incentivo à Qualificação], vai ter uma porção de coisa boa para vocês baterem palma.”

Quem vai dançar é o pagador de impostos, que sempre arca com a conta do populismo irresponsável.

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