Confira as principais reportagens da edição 145 da revista Crusoé

A volta do mecanismo

A Crusoé mostra em edição especial como o velho sistema — ou o “mecanismo — triunfou em Brasília. Com o Centrão no comando da Câmara e do Senado, sem Lava Jato e com tribunais superiores domesticados, os fisiológicos e corruptos voltam a dar — e roubar — as cartas. A revista mostra em detalhes o que pode acontecer daqui para a frente. Toda a máquina está azeitada, de alto a baixo, para meter a mão no dinheiro do pagador de impostos. Os repórteres da revista mostram como o que ocorre em Brasília tem reflexos no dia a dia dos órgãos oficiais. Na cadeia de corrupção e fisiologismo do governo Bolsonaro, há lugar até para esquerdistas que posam de inimigos do atual governo. As “fabriquinhas de propina” estão prontas para funcionar, e agora sem a vigilância rigorosa do Ministério Público federal, que foi manietado por Augusto Aras, o engavetador-geral do presidente da República.

Leia um trecho de uma das reportagens da edição especial:

“Para quem está acostumado com os códigos bem particulares de Brasília, a festa de arromba que reuniu mais de 300 pessoas na segunda-feira, 1º, e entrou pela madrugada em comemoração à vitória de Arthur Lira na Câmara tinha um ar de coisa já vista – e a reminiscência não é nada boa. Para além da definitiva ascensão do Centrão ao poder, festejava-se na luxuosa casa de um empresário, com dancinhas, canções ao microfone e abraços calorosos, o esperado retorno a tempos que pareciam ter ficado para trás a partir do sucesso da Operação Lava Jato. Sob um governo rendido, que prometia combater “tudo isso daí”, o país assiste agora ao retorno triunfal da política dos acordões, do compadrio, do “é dando que se recebe” e da impunidade. Na linguagem do establishment, é o regresso à conveniente “acomodação de forças”, que só é boa para quem quer ver as engrenagens do sistema – ou do “mecanismo” – voltarem a girar como antes.

Na prática, como aconteceu na eleição do Congresso, que alçou Arthur Lira, do Progressistas, à presidência da Câmara e Rodrigo Pacheco, do DEM, ao comando do Senado, o vicioso ciclo tradicional da política se repete: em troca de votos em favor do governo, parlamentares recebem recursos para fidelizar os prefeitos, que depois serão responsáveis por ajudar em suas reeleições. Deputados e senadores indicam “afilhados políticos” para ocupar órgãos públicos, que acabam sendo usados como fonte de recursos para sustentar partidos, políticos filiados a esses partidos e suas respectivas campanhas eleitorais. Uma parte da dinheirama entra pelas vias oficiais. Outra, como demonstram dezenas de investigações, é fruto do desvio de verbas de contratos cuja assinatura depende desses apadrinhados estrategicamente abrigados em postos chaves da máquina pública. Era o que Roberto Jefferson chamava, à época do mensalão, de “fabriquinhas de propina”. Com a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e setores do Supremo Tribunal Federal e de outras cortes superiores domesticados, ninguém incomoda ninguém, os poderosos de turno deixam de ser surpreendidos a cada semana com operações de combate à corrupção, cessam as manifestações na porta dos palácios, o establishment político se reorganiza e todos amealham mais e mais poder.”

 

 

Impunidade resgatada

O nascimento e a morte do relatório do Coaf com as transações suspeitas de Frederick Wassef mostram o que podemos esperar — de novo — dos processos criminais envolvendo poderosos no Brasil.

O fisiologismo no microcosmo

A troca na chefia de um órgão federal no Ceará ilustra como o toma lá dá cá de Brasília se reflete no dia a dia, abrindo caminho para o apadrinhamento político e para os desvios.

Presidente língua suja

Para o escritor Sérgio Rodrigues, especialista na língua portuguesa, o governo de Jair Bolsonaro usa a baixaria vocabular e a falta de educação como credenciais.

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