Confira as principais reportagens da edição 146 da revista Crusoé

Missão: anular tudo

A missão em Brasília está clara: o establishment quer anular as condenações da Lava Jato. Isso ficou claro no julgamento no STF que avalizou o  acesso da defesa de Lula às menagens roubadas da Lava Jato. A própria liminar de Ricardo Lewandowski, julgada pela Segunda Turma, mais conhecida como “Jardim do Éden” dos criminosos, foi uma manobra para evitar que o pedido da defesa de Lula permanecesse com Luiz Edson Fachin, segundo os procuradores da Lava Jato. Eles tentaram impedir o acesso dos advogados do ex-presidiário às mensagens — mensagens que não foram periciadas e, portanto, podem ter sido fraudadas pelos hackers que as roubaram. A manobra foi chamada pelo Ministério Público Federal de “burla do juiz natural”.

Na edição desta semana da Crusoé, a revista conta todos os truques que vêm sendo utilizados para anular as condenações de Lula e, possivelmente, as de outros condenados no âmbito da Lava Jato. Um deles é desqualificar Sergio Moro e os procuradores pela boca do ministro Gilmar Mendes, o maestro anti-Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. A Crusoé conta também o que poderá acontecer daqui em diante.
Leia um trecho da reportagem de capa da Crusoé:

“Gilmar Mendes aguardava havia mais de dois anos o momento oportuno para tirar da gaveta aquilo que os algozes da Lava Jato acreditam que será o golpe fatal na maior operação de combate à corrupção já feita no país. Desde dezembro de 2018, o ministro do Supremo Tribunal Federal segura em seu gabinete o habeas corpus no qual a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pede a suspeição de Sergio Moro para processar e julgar o petista e a anulação de todos os atos do ex-juiz de Curitiba nos processos dele, o que inclui a condenação no caso do tríplex do Guarujá e as demais decisões nas ações do sítio de Atibaia e do Instituto Lula. Gilmar pediu vista do habeas corpus depois que seus colegas Edson Fachin e Cármen Lúcia votaram contra o pleito de Lula — que estava preso à época —, abrindo 2 a 0 no placar da Segunda Turma, composta por cinco magistrados. Desde então, o ministro prometeu, mais de uma vez, colocar o recurso em pauta, o que não ocorreu. Agora, o momento de virar o jogo chegou. Com a entrada de Kassio Marques na corte e o uso retórico das mensagens roubadas da força-tarefa para desqualificar a Lava Jato, Gilmar pretende retomar depois do Carnaval o julgamento do recurso que hoje não apenas simboliza uma possível vitória de Lula sobre Moro, mas também a derrota do modelo de investigação que conseguiu, ainda que por um breve período, acabar com a impunidade de corruptos e corruptores no Brasil.

A sanha para tornar os diálogos apreendidos pela Operação Spoofing em provas lícitas para anular sentenças de condenados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa ao longo de quase sete anos de Lava Jato ficou escancarada na sessão da Segunda Turma do STF na última terça-feira, 9, nos efusivos votos de Gilmar e de Ricardo Lewandowski. Ambos foram acompanhados de forma mais discreta por Cármen Lúcia e Kassio Marques, convalidando o acesso da defesa de Lula a todo acervo de conversas obtido ilicitamente por hackers. A medida tinha sido deferida por uma liminar de Lewandowski a pedido do advogado Cristiano Zanin no dia 28 de dezembro, durante o recesso do Judiciário, e contestada pelos procuradores, após uma manobra jurídica feita para direcionar o caso ao ministro notoriamente crítico da Lava Jato, no escopo de uma reclamação que tratava do acesso a documentos da delação da Odebrecht. Esse mesmo pedido de compartilhamento do material roubado já tinha sido distribuído anteriormente a Fachin, que encaminhou o julgamento ao plenário do STF, onde votam todos os onze ministros da corte. Depois da liminar favorável de Lewandowski, Zanin, espertamente, desistiu do recurso que estava com Fachin, numa artimanha classificada como “burla do juiz natural” pelo Ministério Público Federal. O caso foi, então, para o colo de Lewandowski.”

 

 

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