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Deputado quer convocar diretores de redes sociais à CPMI das Fake News

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O deputado Nereu Crispim (PSL-RS) pediu que a CPMI das Fake News convoque os presidentes do Facebook e do Twitter no Brasil e os presidentes globais do Instagram e do YouTube para “prestar esclarecimentos”.

Segundo o parlamentar, os executivos precisam explicar à CPI como os responsáveis por divulgar desinformação e “ataques às instituições democráticas” usam suas ferramentas.

“É frequente, por intermédio de rede sociais tais como Facebook, Twitter, YouTube, Instagram e outros meios de divulgação, o compartilhamento de arquivos e mensagens de fake news envolvendo instituições, autoridades, personalidades públicas e cidadãos”, disse Nereu Crispim, no requerimento.

As empresas estão no centro dos inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos, que correm no Supremo Tribunal Federal.

O presidente do Facebook no Brasil, Conrado Leister, já foi intimado pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pelas investigações, por descumprimento de ordens de suspensão de perfis na plataforma.

No inquérito dos atos antidemocráticos, o ministro mandou intimar o Google e Facebook para que eles informem quanto de dinheiro para os responsáveis por ataques ao STF e ao Congresso na internet passou por seus sistemas.

A intimação às redes sociais tem sido uma dificuldade da CPI. Já houve diversas conversas de representantes das empresas com representantes do Congresso para articular a convocação, mas a resposta das plataformas é sempre a mesma: como não têm sede no Brasil, não precisam responder a intimações da CPI.

Até mesmo as ordens do ministro Alexandre de suspensão de contas pelo Twitter só foi obedecida depois de ameaça de multa – já o Facebook informou o Supremo que não cumprirá a decisão e vai recorrer, mesmo com a intimação pessoal do presidente.

Veja a lista dos intimados:

  • Conrado Leister, presidente do Facebook no Brasil;
  • Adam Mossiri, presidente-executivo do Instagram;
  • Fiamma Zarife, diretora-geral do Twitter no Brasil;
  • Susan Wojciki, diretora-executiva do YouTube.

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