Anderson Silva do Brasil

Na noite de ontem, em Las Vegas, a torcida brasileira tomou conta do ginásio em que Anderson Silva venceu por pontos o americano Pepe Legal, num combate de MMA, depois de um ano de molho por causa de uma perna quebrada.  O grito mais ouvido foi “Uh, vai morrer!”, dirigido a Pepe Legal;  e o cântico mais entoado, o “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor…” Para quem assistiu pela TV, o locutor Galvão Bueno se esgoelava: “Anderson Silva do Brasil!”, “Anderson Silva do Brasil!”
Do ginásio e da TV,  a plateia saiu com o orgulho nacional lá em cima por causa da vitória do campeão conhecido como Aranha. Anderson Silva fez o que se esperava dele, inclusive chorar copiosamente pela vitória. Brasileiros choram copiosamente seja na vitória como na derrota. A nota dissonante da noite foi um combate preliminar entre os nossos conterrâneos Ildemar Marajó e Rick Monstro. Marajó e Monstro foram vaiados por falta de combatividade.
A julgar pelas estatísticas do boxe, achamos que 50% dos lutadores de MMA desenvolverão algum tipo de síndrome cerebral, como a doença de Parkinson. Os outros 50% não correm esse risco por não disporem de cérebro. Nosso lutadores incluem-se na segunda metade. Somos bons em não ter cérebro.

Radiografia do cérebro
de um lutador de MMA

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