Após divulgação de áudios, MP e Polícia de Goiás querem reabertura do caso do padre Robson

Após divulgação de áudios, MP e Polícia de Goiás querem reabertura do caso do padre Robson
Foto: Reprodução

Para a Polícia Civil e o Ministério Público de Goiás, os áudios divulgados ontem pelo Fantástico, da TV Globo, permitem a reabertura das investigações envolvendo o padre Robson de Oliveira, da Basílica do Divino Pai Eterno, o segundo maior templo católico do país.

Há um entendimento unânime entre os investigadores de que os indícios de lavagem de dinheiro e organização criminosa são mais que suficientes.

O Fantástico divulgou áudios inéditos encontrados em celulares do padre, que tinha o costume de gravar suas reuniões. Uma perícia feita no material apreendido em outubro do ano passado atestou que a voz é, sim, do padre Robson e que o material não sofreu alterações, ao contrário do que tenta alegar a defesa do religioso.

Em uma das gravações, o padre estaria discutindo com o advogado Luís Barbosa a situação de outro advogado, Anderson Reiner Fernandes. “Se o senhor pudesse matar ele pra mim, seria uma benção”, disse o padre.

Também há uma gravação do padre Robson com a delegada de Trindade, Renata Viera, afastada do cargo. Em um relato a ela sobre uma cobrança que faria, o padre afirmou: “Eu vou levar um policial e um assessor armado. Vai ser na base do Faroeste Caboclo”.

Sobre as novas revelações, o padre Robson, por meio de suas assessoria e defesa, pediu para que “permitam que eu siga com a minha vida religiosa em paz”.

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