Coitado de Deus!

O Estadão entrevistou a americana Sarah Posner, especialista em religião, e perguntou por que escândalos financeiros e de natureza sexual parecem não abalar a reputação dos evangélicos:

“É uma subcultura com veia autoritária. O pastor foi ungido para falar em nome de Deus. Ele é o mensageiro da verdade. Quem se coloca contra o pastor é acusado de estar contra Deus ou seu apóstolo. E críticas que vêm de fora são caracterizadas como coisas do demônio, inclusive as que partem da mídia. É um mundo binário, de bem contra o mal, e os fiéis se veem no papel de combater o mal. Sabemos que há um temor de denunciar líderes de uma igreja. Entrevistei vários ex-membros de igrejas que descrevem o mesmo tipo de intimidação, seja para denunciar uma falcatrua financeira ou um malfeito sexual”.

Coitado de Deus!

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