Jornalista brasileiro morto na fronteira com Paraguai pode ter sido executado por facção

O jornalista brasileiro naturalizado paraguaio Léo Veras, assassinado na última quinta-feira com 12 tiros na cidade de Pedro Juan Caballero, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, pode ter sido executado por uma das facções criminosas que atuam na região, segundo informações publicadas pelo jornal ABC Color.

Segundo a publicação, o diretor da polícia do departamento de Amambay, Ignácio Rodríguez, disse que tem informações sobre o grupo que teria cometido o crime, mas não deu maiores detalhes.

“A investigação está no curso normal, e eu diria até bastante avançada. Não possui um objeto visível, mas consistente, que nos permite orientar a origem desse assassinato”, disse Rodríguez.

Os investigadores acreditam que a morte de Veras esteja relacionada às reportagens do jornalista denunciando a ação do crime organizado na fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

Léo Veras era o responsável pelo site “Porã News” e se especializou na cobertura de assuntos policiais e na denúncia de crimes relacionados ao tráfico de drogas.

Nas últimas semanas, o jornalista havia publicado notícias sobre a prisão de dois membros do PCC que haviam fugido da penitenciária de Pedro Juan Caballero no dia 19 de janeiro.

Comentários

  • tico-tico -

    Lá está como cá. A vermelhada é parte da bandidagem da droga.

  • Roberto -

    Precisa ser decretada prisão de morte para alguns delitos. Esse por exemplo.

  • Roberto -

    Esse poder dessas organizações criminosas é muito grande.

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