A matemática e o tambor

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A Folha estampa, em manchete, uma pesquisa feita em escolas públicas que conclui que estudantes de origem japonesa são melhores em matemática do que os de origem ibérica.

Aliás, não só japoneses.

“Em matemática, descendentes de ibéricos foram superados pelos de famílias japonesas, germânicas, leste-europeias e italianas, e pelos de famílias mistas em que ao menos um pai não é ibérico.”

A herança cultural faz toda a diferença, segundo os pesquisadores.

Não deixem a Regina Casé ouvir, mas esse negócio de só tocar tambor não leva a gente muito longe.

Comentários

  • Cartão -

    Deve ser por isso que o Ceará é o estado brasileiro que mais aprova candidatos ao IME e ao ITA. Óbvio que no Brasil os sobrenomes ibéricos se difundiram, pela mestiçagem, desde o século XVI, entre uma população também com origens ameríndias e africanas, o que não aconteceu tanto com comunidades de imigrantes que aqui chegaram no raiar do século XX. Portanto o qualificativo "ibérico"soa bem distorcido quando se contempla a população em geral, ainda mais no ensino público. Ibéricos na verdade ainda estão na Península Ibérica, onde estudantes espanhóis e portugueses se saem muito bem nas competições de matemática no âmbito da UE, com várias premiações.

  • Kleber -

    KKKKKKK!!! Essa foi muito boa!

  • ClaudioM -

    Precisamos dar um jeito nisso urgente. Cotas negativas para descendentes de asiáticos, germânicos, eslavos e italianos já!

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