Nicolelis é um fracasso

O exoesqueleto de Miguel Nicolelis foi um dos maiores fracassos tecnológicos de 2014, ao lado do Google Glass e do Bitcoin. A lista não foi feita pela FIFA, que já havia esnobado o exoesqueleto na abertura da Copa do Mundo, dedicando-lhe exatamente dois segundos, e sim pela revista do Massachussetts Institute of Technology.

O antagonista Diogo desconfiava da proeza de Nicolelis desde o dia em que ela foi anunciada, porque vinha carregada de símbolos que, inevitavelmente, levam ao fracasso: a bandeira nacional, a revanche terceiromundista e o PT.

Em 14 de junho de 2014, Diogo publicou em sua conta no Twitter: “Exatamente como Santos Dumont, Nicolelis inventou o que já havia sido inventado”.

Nicolelis respondeu irado: “Procure se informar, estudar um pouco mais, durante os seus passeios de gôndola. Ciência não é o seu forte”.

Diogo retrucou: “Isso não é ciência: é circo dos horrores. Não explore os paraplégicos”.

Na mesma época, Nicolelis irritou-se também com Roger, do Ultraje a Rigor, e Reinaldo Azevedo, de Veja online, dizendo-se vítima de ataques apenas porque era petista. 

Diogo escreveu, então: “Quem se importa com o PT? Tenho um filho paralisado e recuso qualquer tipo de curandeirismo”. E finalmente: “O Exoesqueleto chutou Dilma, mas ninguém viu”.

De lá para cá, cessaram as mensagens no Twitter. Diogo continua a se dedicar ao seu filho paralisado. E Nicolelis continua a receber dinheiro do governo. Dinheiro de verdade, não Bitcoins.


A ciência não aceita bitcoins