Os assassinos soltos

Uma das mentiras mais atrozes sobre a criminalidade no Brasil é que só os pobres são punidos.

O Globo acaba de publicar uma pesquisa do Ministério Público do Rio de Janeiro que revela o contrário: a impunidade é geral.

Nem os piores assassinos permanecem na cadeia.

Leia aqui:

“Internados por crimes graves, 69% dos menores infratores do Rio ganham a semiliberdade com apenas seis meses de cumprimento de medidas socioeducativas, revela estudo feito pelo Ministério Público estadual.

Um dos envolvidos no assassinato do médico Jaime Gold já está nas ruas.

Ganhou o benefício e não se apresentou ao centro de atendimento.

A estudante Ana Beatriz Frade tinha 17 anos quando foi baleada e morta durante um arrastão num dos acessos à Linha Amarela. A tragédia que abalou o Rio — a menina estava no carro do padrasto, a caminho do aeroporto, para buscar a mãe, que chegava de viagem — completou um ano no último mês. Também em maio, a vida de cinco dos seis envolvidos no crime mudou. Quatro deles, maiores de idade, foram condenados a mais de 20 anos de prisão, em regime fechado, pelo latrocínio. Um dos adolescentes que participou da ação continua internado, mas o outro, que fez 18 anos, ganhou direito à semiliberdade.”

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