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PCC lucra mais com crack na cracolândia que com cocaína em bairro nobre de SP

Conclusão é de relatório da Polícia Civil paulista; segundo investigação, compra e consumo de entorpecentes sem repressão policial favorece o alto preço cobrado pela facção criminosa
PCC lucra mais com crack na cracolândia que com cocaína em bairro nobre de SP
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O PCC obtém um lucro muito maior com a venda do quilo do crack na região da cracolândia, no centro de São Paulo, do que com o comércio de cocaína nas regiões nobres da capital paulista, informa relatório da Polícia Civil de São Paulo obtido pela Folha.

O relatório de inteligência foi produzido ao final de quatro meses de trabalho envolvendo quatro policiais que se passaram por usuários no chamado “fluxo” da cracolândia, em uma investigação de combate ao tráfico de drogas na região.

Segundo o documento, o quilo do crack está sendo vendido no varejo pela facção criminosa por até R$ 45 mil. Estima-se que os traficantes consigam até R$ 30 mil com o comércio do quilo de cocaína em regiões nobres de São Paulo, como Higienópolis, Pinheiros ou Itaim Bibi.

O crack é um espécie de sobra da produção da cocaína, e o texto do repórter Rogério Pagnan lembra que os chefes do PCC proibiram por anos o acesso desse tipo de droga ao sistema penitenciário, em razão do seu alto poder destrutivo.

Dois fatores são apontados para o alto preço do crack à venda na cracolândia: a falta de concorrência —só o PCC pode vender ali— e a segurança oferecida aos usuários para comprar e consumir entorpecentes no local sem serem incomodados pela polícia.

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