Rio, 50 graus: o melhor a fazer é pegar uma gastroenterite

Um tiroteio no Morro do Juramento fechou a estação de metrô de Tomás Coelho. Em Bangu, uma menina de quatro anos morreu atingida por uma bala perdida. Nas praias de Arpoador e Ipanema, voltaram a ocorrer arrastões. Tudo segue como se nada houvesse no Rio de Janeiro, coração do meu Brasil.
Na Zona Norte e nos subúrbios cariocas, a lei é do cão. Na Zona Sul, o quadro só é bonito por causa da paisagem. A demagogia impede de os jornais dizerem, mas O Antagonista diz: a tendência da criminalidade é piorar nos outrora cartões postais, por causa da linha de metrô que está sendo construída. Copacabana, Ipanema e Leblon serão ligadas expressamente à favela da Rocinha. Decerto a maioria na Rocinha é honesta. Decerto é também um ninho de ladrões, traficantes e assassinos. Decerto as UPPs são uma mistificação.
Os cariocas fingem não ver, porque isso seria uma má propaganda para a sua cidade adorada, mas as praias da Zona Sul já foram “dominadas”. O que deveria ser conservado como patrimônio nacional — as orlas de Copacabana, Ipanema e Leblon — está imundo, repleto de cabanas que parecem recém-transplantadas de um acampamento de refugiados do Sudão, povoado de mendigos, percorrido por ambulantes de toda sorte e, claro, infestado de bandidos (sim, há ainda os que moram de frente para o mar, em apartamentos luxuosos).
No Rio 50 graus, o melhor a fazer é pegar uma gastroenterite e ficar de molho em casa ou no hotel. Os coliformes fecais são os seres mais aprazíveis que você pode encontrar. 
Quem esconde não ama. O Antagonista ama e por isso não esconde a situação do Rio de Janeiro.

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