“Sempre trabalhei como uma negra”

Em 1996, eu, Mario, entrevistei para a Veja a socialite Carmen Mayrink Veiga, que morreu hoje, aos 88 anos, e foi definida nos jornais como “ícone da elegância brasileira”.

A certa altura da entrevista, ela disse: “Sempre trabalhei como uma negra”.

Imagine se fosse hoje.

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  1. A gente percebe que o Brasil está louco quando vemos pessoas defendendo uma mulher ridícula e fútil só porque são contra esse movimento dos negros ( oh quanto mímimi!!!!) e a madame usou uma expressão que faz a alegria do politicamente incorreto. Essa mulher chutaria e cuspiria em todos que comentam por aqui porque não são da classe dela. Um poço de vaidade e futilidade essa Carmem.

  2. É uma constatação (através dos séculos e séculos) !!!!
    De que as nossas afrodescendentes trabalham muito, na imensa maioria, até hoje, com menor escolaridade e com subsalários por grandes jornadas ….
    Não há racismo !!!
    Aliás, Mário Sabino, penso que referencial de ética e elegância …. Para você…
    Deva ser …. Quem sabe… Uma ex-primeira dama que mandou colocar panelas ….
    Uma vez esquerdinha ….
    Sempre esquerdopata !!!
    Mário Sabino não tem cura !!!
    Saudades de Carmen Mayrink Veiga (referenciais como ela….fazem falta neste país nefasto e com inversões de valores …)
    TCHAU QUERIDO !!! VOCÊ FOI PATÉTICO !!!!

  3. pois é cade os abestados acefalos, q se auto promovem com discursos ‘racistas’, e coisa q o valha??!! Não que seja uma ofensa essa frase, pelo contrário, mas há muita distorção dos fatos, das coisas neste pais! nesta republiqueta de araque! nesta falsa democracia, onde em pleno século 21, o voto é obrigatório, o serviço militar é obrigatória, existe ainda a obrigatoriedade e existência o imposto LAUDEMIO (aliás para quem vai esta taxa ??), os cartórios são a substituição ás capitanias hereditárias!! uma herança q mostra o quanto este pais é arcaico!! e que as coisas mudam á passos largos qdo há algum interesse obscuro de alguns politicos/empresários escrotos!!

  4. Essa senhora muito chique e elegante era a que gostava de falar em francês quando o filho levava namorada que não era rica para conhecer a família, só para humilhar as moças…Gente educada e chique não faz isso. Agora vai falar francês e usar alta costura debaixo da terra ou vai ser matéria orgânica como todos nós?

  5. Em 1983… eu espera para retirar meu “Voyage” de uma revisão na saudosa concessionária VW “Auto Modelo” da Lagoa (que deu lugar a 5 prédios modernos). No meio da oficina apareceu esta senhora, então com seus 50 e poucos anos, transtornada e vociferando palavrões que eu nunca havia ouvido no Maracanã… foi-se o mito da socialite plasticamente perfeita das colunas do Ibrahim e nasceu o de uma mulher que de fato “subia nas tamancas” quando pisavam em seu calo! rsrsrsrsrs… que as duas descansem em paz!

    1. para quem não sabe).
      Nenhum banho de perfume francês dá jeito nisso…

  6. Comentário infeliz desse Mário. Falar uma coisa dessas fora de contexto e temporalmente deslocado é coisa de gente de segunda classe. O Monteiro Lobato escreveu coisas que hoje soam como impróprias mas eram absolutamente aceitáveis à época. E não acho que ela tenha sido preconceituosa com esse comentário. Quando a gente não tem nada de bom para falar de alguém que nunca prejudicou a nós mesmos e a quem quer que seja, o silêncio é uma benção. Isso é falta de assunto ou você acha que não há temas mais importante que mereçam a atenção? Vocês reclamam da estratégia do PT do “nós e eles” e estão fazendo a mesma coisa.

  7. Eu acredito de que ele tenha se manifestado no trabalho de uma negra levando em consideração as qualidades da raça, principalmente se baseando na história da Escravidão. A epopéia da raça negra até hoje nos comove, mais notadamente quando se aquilata a deturpação do branco para com ela. Assim foi com os índios, também.

  8. Carmem, elegante de aparências e de atitudes, linda de se ver, sabia do seu próprio valor sem arrogância. Hoje nem se pode cantar o “Nega do cabelo duro, qual é o pente que te penteia?…”, atirar o pau no gato, a mulata assanhada, a cabeleira do Zezé; até a adorável Vó Anastácia e o seu criador Lobato foram destinados ao limbo por essa gente pequena, aérea, vazia, estereotipada, e cheia de nove horas.

  9. Os cariocas devem ter muita saudade desses tempos de ouro, em que a elegância, e não a corrupção, dominava a cena na Cidade Maravilhosa. Os elegantões eram ricos de fortuna limpa, e não pela tirada do povo. Hoje, até baratas têm tratamento VIP, vindo do Planalto Central.

    1. Será que eram limpinhas mesmo ou só não enxergávamos as podridões?

      Há séculos roubam até merenda escolar nesse país!

  10. Lembro da frase e do auêzinho ocorrido, não por ofensa a qualquer que seja, mas pela curiosidade sobre suas atividades extenuantes.
    Acredito que hoje ela nos brindaria com outra frase sintética e explicativa sobre o que quisesse expressar, a qual também causaria furor. Era uma mulher inteligente, culta, educada, linda, elegante, de humor aguçado, que valorizava a família, bem informada e era hétero. Um ícone!
    Dá uma saudade daqueles tempos em que esses predicados eram notícia.
    Vamos combinar, esse politicamente correto……

    1. E daí que vc está totalmente desinformado sobre o ativismo e o politicamente correto que impera hoje em dia no Brasil.
      Daí vc acha isso pouco???

  11. Politicamente correto são conceitos que não são leis, mas a minoria que os inventa quer que todos sigam como se lei fosse. Cago e ando solenemente para tudo isso, assim como pessoas da minha geração para cima. O problema são crianças e adolescentes criados em meio a essa lavagem cerebral. Poucos terão visão e conhecimento para resistir.

  12. e houve um certo bafafá. Mas não havia a histeria que há hoje.
    O Politicamente Correto se alastrou como praga e, ao invés de promover o respeito e a diversidade, tornou-se um limitador de liberdades.

  13. Não vi nada desonroso no que tenha falado mas bate uma curiosidade – trabalhou fazendo o que exatamente? Pelo divulgado foi uma socialite, frequentava festas, comprava roupas caras, viajava.

    Mas tinha uma profissão, um emprego, um trabalho de fato?

  14. Hoje, se ela falasse: Sempre trabalhei, já seria execrada, que dirá como uma negra, em vez de usar o afrodescendente. Seria processada, arrasada nas redes sociais e nunca mais seria filmada pela Globo, porque os câmeras não dirigiriam os holofotes para ela, se não houvesse o processo por racismo.Eh, os tempos estão bicudos!

  15. Se fosse hoje os idiotas e as idiotas esquerdistas iriam processar a veia,chama-la de elite branca de oios azuis,agente da cia,etc…a veia nao ia nem poder botar o nariz fora de casa,teria manifestantes na frente o dia todo…

  16. Sempre constou que ela sempre tratou muito bem seus empregados e todos tinham casa própria dada por ela, que pagava também os estudos dos filhos dos empregados até a faculdade. Fez tudo isso porque quis e não havia nenhuma lei que a obrigasse. O mundo seria muito melhor se tivéssemos mais Carmens Mayrink e menos Gleisis e Jandiras.

    1. Aliás, reli nestes últimos dias os livros de José Lins do Rego, do chamado Ciclo da Cana de Açúcar (Menino de Engenho, Doidinho, Banguê, Menino Ricardo e Usina). São tidos como os melhores da nossa literatura. Nossa sorte é que os patrulheiros em geral não leem nada, além do Site Brasil171), senão todos os livros iriam para o index, em razão do tratamento aos negros. Não por racismo, mas por descrever como eram tratados na época. Aliás, fossem os patrulheiros espertos (e não ixpertos) incentivariam esse tipo de leitura. Aliás, como já foram para o index os de Monteiro Lobato…

    2. Comentário perfeito. Estamos na era da inversão de valores… Roubar, quer é ilegal, pode… Exercer o direito de opinião, que é ilegal, não pode…

  17. Hoje em dia esse comentário soaria bem racista, mas naquela época não tinha maldade. Dava para rir do didi, nos trapalhões, chamando o mussum de poço de petróleo ao lado de alguém afro-descendente sem que houvesse receio de estar sendo racista.

    1. Você tem consciência da ironia de publicar um típico comentário raivoso na internet reclamando sobre a própria internet?
      .
      Sugiro que vá morar na Coreia do Norte, onde só o Grande Líder e os membros do partido têm Internet. Tenho certeza que você será muito feliz.

  18. Pior seria se ela tivesse dito que trabalhara como o Lula, pois isso, obviamente, seria mentira. Quanto ao politicamente correto, trata-se de uma invenção para dividir a sociedade e melhor controlar a patuleia.

    1. Foi isso que eu entendi também.
      Pessoas negras trabalham muito.
      Espero que também os brancos, amarelos, vermelhos…..verdes….

  19. O que será que a neo negra quis dizer com isso? Uma mulher casada com um milionário, que costumava exibir joias caríssimas em festas e viagens e usar vestidos de costureiros franceses que valiam o preço de um carro popular?! Será que Dona Carmem fazia a feira, cozinhava as refeições da família, faxinava seu palacete, lavava e passava roupas? Estranho.

  20. Essa nunca soube dos escravos europeus que chegaram ao Brasil no final do século 19 e começo do século 20? Ela deveria ter lido o diário do meu tio. Agora só pretos que trabalharam? Só pretos que foram escravos? Isso já encheu.

    1. Sobre isso, a Itália chegou a restringir a emigração de seus cidadãos para o Brasil:
      https://pt.wikipedia.org/wiki/Decreto_Prinetti

  21. Ela foi de uma geração nascida nos anos 20. Outra cultura. De certa forma, até elogiou os negros. Disse que os negros trabalhavam muito. Não vejo ofensa. Poderia dizer….trabalhei como um boia fria. Ninguém se importaria.