"Talvez não seja somente eu a estar cansado e angustiado", diz padre que chamou Bolsonaro de "bandido"

O padre da cidade de Artur Nogueira, no interior de São Paulo, que, durante a missa, chamou Jair Bolsonaro de “bandido” e disse que quem votou nele deveria se confessar (assista aqui) divulgou uma extensa nota sobre o episódio.

Edson Adélio Tagliaferro afirmou que sua fala no vídeo que viralizou está “descontextualizada” e contou como estava se sentindo naquele dia:

“É bom que saibam reconhecer no padre um ser humano que também sofre as incoerências da vida, tem suas lutas interiores e desafios exteriores a enfrentar. Naquele dia específico, eu tive uma conversa acalorada com uma apoiadora do presidente da República. Isso talvez tenha sido decisivo para o ocorrido.”

O sacerdote afirmou, porém, que “sabia das consequências” do seu discurso, “embora não imaginasse que pudesse sair dos limites da cidade onde vivo” — a missa, celebrada na última quinta-feira (2), estava sendo transmitida pela internet.

Na nota, o padre reforçou sua visão crítica sobre Bolsonaro. Disse que “mais que uma crítica política”, fez “uma provocação teológica”, pois “quem comunga o Evangelho não pode se associar ao reino da morte”.

“Seria bom ainda se perguntar por que um vídeo dizendo essas coisas se espalhou como fogo no capim seco? Há tantas pessoas que dizem isso na internet, não sou o primeiro. O que mudou? Talvez não seja somente eu a estar cansado e angustiado com tudo o que está acontecendo e esta voz acabou representando tantas vozes entaladas na garganta de muita gente”, continuou o padre, pedindo, ao final, que rezem por ele.

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