Quem é o ministro da Justiça?

Quem é o ministro da Justiça?
Foto: Marcos Corrêa/PR

Anderson Torres é o atual ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil. Ele assumiu o posto em março de 2021, no lugar de André Mendonça, que voltou para a AGU.

Torres atuou na Polícia Federal em Roraima em operações de combate ao crime organizado.

Em 2010, o delegado se tornou chefe de gabinete do deputado federal Fernando Francischini. Nesse contexto, conheceu Jair Bolsonaro, aproximou-se da bancada da bala e fez amizade com Jorge Oliveira, um dos principais auxiliares de Bolsonaro na Câmara e que viria a ser indicado para o TCU. Torres também é amigo de Flávio e Eduardo Bolsonaro.

Desde a eleição de Jair Bolsonaro, o delegado já havia sido cotado para assumir um cargo no governo pelo menos duas vezes.

Carreira como delegado

Foto: Reprodução, Twitter de Anderson Torres
Torres passou a atuar como delegado da Polícia Federal em 2003.

Em 2007, ele começou a comandar a atividade de inteligência da Polícia Federal na repressão a organizações criminosas de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

No ano seguinte, tornou-se responsável pela administração da parte técnica e logística da Diretoria de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal. Atuou em Roraima e nas operações na reserva indígena Raposa Serra do Sol, que acabaram por prender o agricultor Paulo César Quartiero, líder dos arrozeiros da região.

Acusação de tortura

Foto: Divulgação/OAB
De 2007 a 2018, Anderson Torres respondeu a um processo por tortura. De acordo com denúncia do MPF, ele e uma equipe da PF sequestraram, diante de testemunhas, e torturaram dois rapazes suspeitos de cometerem um furto na casa de dois policiais.

Torres também foi acusado de abrir uma investigação paralela sobre o caso, mesmo sem ter competência legal para isso, já que esse seria um trabalho para a Polícia Civil.

 As investigações apontaram que as pessoas presas pelos policiais federais não tinham nenhuma relação com o roubo.
Ele acabou absolvido em 2018. A decisão atendeu a um pedido do próprio Ministério Público Federal, que alegou inexistência dos fatos.

Eleição de Jair Bolsonaro

Foto: Marcos Corrêa/PR
Em meio à eleição de Jair Bolsonaro à presidência em 2018 e a formação da equipe de governo, o delegado Anderson Torres chegou a ser cotado para assumir o comando da Polícia Federal.

As coisas mudaram quando o então juiz da Lava Jato Sergio Moro aceitou o convite de Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça. O presidente eleito deu a Moro carta branca para montar a pasta como achasse melhor. Assim, Torres foi deixado de lado.

Convidado pelo governador Ibaneis Rocha, Torres passou a atuar como secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.

No auge das manifestações de bolsonaristas que pediam o fechamento do STF e do Congresso, em 2020, o então secretário foi acusado por adversários do governo federal de não adotar medidas de repreensão suficientes.

Sondagem para o Ministério da Segurança Pública

No início de 2020, Jair Bolsonaro se reuniu com os secretários de Segurança Pública de todo o país sem a presença do então ministro Sergio Moro. Na ocasião, eles discutiram a possibilidade de dividir o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Duas horas antes, Anderson Torres havia sido recebido no Planalto pelo presidente. Ele foi um dos defensores da ideia. O delegado se queixou de Moro em ofício enviado no dia anterior.

Diante da repercussão negativa, Bolsonaro recuou da ideia de desmembrar a pasta do ex-juiz da Operação Lava Jato.

Nomeação como ministro da Justiça

Reprodução/Facebook
Anderson Torres foi nomeado Ministro da Justiça em abril de 2021, na reforma ministerial promovida pelo presidente Jair Bolsonaro. O então minstro, André Mendonça, foi deslocado para a AGU.

Histórico:

1977 – Nasce Anderson Torres, em Brasília, no Distrito Federal.

2003 – Torres se torna delegado da PF.

2007 – O policial passa a comandar a atividade de inteligência da Polícia Federal na repressão a organizações criminosas de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

2008 – Torres se torna o responsável pela administração da parte técnica e logística da Diretoria de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal.

2010 – O delegado passa a atuar como chefe de gabinete do deputado Fernando Francischini.

2018 – Com a eleição de Jair Bolsonaro, Torres é cotado para assumir o comando da PF.

2019 – Anderson Torres é nomeado secretário de Segurança Pública do Distrito Federal pelo governador Ibaneis Rocha.

2020 – Jair Bolsonaro exonera Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal, o que acaba causando a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça. Torres é cogitado para assumir as duas vagas.

2021 – Na reforma ministerial promovida por Jair Bolsonaro, Torres assume a pasta da Justiça.

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