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Saiba tudo o que disse a diretora da Precisa à CPI

Dessa vez, Emanuela Medrades não tentou permanecer em silêncio diante dos questionamentos dos senadores
Saiba tudo o que disse a diretora da Precisa à CPI
Foto: Pedro França/Agência Senado

A diretora da Precisa Medicamentos Emanuela Medrades falou aos senadores da CPI da Covid nesta quarta-feira (14).

O depoimento estava marcado para ontem, mas, depois de polêmicas em torno da amplitude do direito ao silêncio da executiva, foi remarcado para hoje. Dessa vez, ela preferiu responder a todos os questionamentos dos senadores.

A diretora da Precisa acusou os irmãos Miranda de estarem mentindo sobre as datas das notas fiscais da compra da Covaxin e disse que Onyx Lorenzoni “se confundiu”.

Saiba tudo o que disse Emanuela Medrades à CPI:

Negociações com o governo

  • Emanuela Medrades disse que as primeiras tratativas com o governo federal começaram em junho do ano passado.
  • A diretora da Precisa negou que o Ministério das Relações Exteriores tenha influenciado nas negociações com o laboratório indiano Bharat Biotech.
  • Segundo a depoente, a Precisa foi escolhida no lugar da Global Gestão em Saúde porque tinha as licenças da Anvisa para comandar as negociações. As empresas são sócias. A Global é alvo de uma ação de improbidade administrativa, acusada de desvios da ordem de R$ 19,9 milhões em contratos com o Ministério da Saúde.
  • Medrades disse que foi a responsável por procurar o governo brasileiro para negociar os imunizantes. Ela disse que agiu por iniciativa própria.
  • A executiva afirmou que, em sua primeira reunião com a pasta, em novembro do ano passado, a Bharat Biotech não sabia qual seria o preço final de cada dose.
  • Ela negou que a Covaxin tenha sido oferecida a US$ 10 por dose.
  • A diretora da Precisa afirmou que se reuniu com o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, e com o diretor de Logística da pasta, Roberto Dias, mas negou que tenha se reunido diretamente com Eduardo Pazuello.
  • Medrades afirmou que não conhecia a offshore Madison Biotech.

Contrato da Covaxin

  • Emanuela Medrades disse que a primeira nota fiscal com o pedido de pagamento de US$ 45 milhões para o fornecimento de 3 milhões de doses da vacina Covaxin foi enviada em 22 de março, contrariando o que disseram Luis Ricardo Miranda e Willian Amorim à CPI. Os servidores do Ministério da Saúde afirmaram que a nota fiscal foi recebida em 18 de março. Emails da própria Medrades apontam que ela já buscava corrigir erros na invoice na manhã de 22 de março.
  • A data apontada por Medrades não bate nem com a de Onyx Lorenzoni, que, tentando descredibilizar Luis Miranda, disse que a nota fiscal foi emitida no dia 19. Segundo a diretora da Precisa, o ministro “se confundiu”.
  • Nesse contexto, a depoente foi confrontada com um vídeo em que ela própria afirma, no dia 23 de março, em uma audiência com senadores, que a nota fiscal foi enviada ao Ministério da Saúde no dia 18. Medrades respondeu que “não havia sido detalhista em sua fala” e, sem explicações, manteve a narrativa de que o documento foi enviado no dia 22.
  • A executiva disse que os irmãos Miranda estão mentindo e desafiou os funcionários da pasta a provarem que ela está errada.
  • Segundo a executiva, as mudanças na primeira nota fiscal foram feitas durante a madrugada do dia 23 de março.

Ricardo Barros

  • Emanuela Medrades disse que desconhece qualquer relação da Precisa com Ricardo Barros e com Silvio Assis, lobista que, segundo Luis Miranda, teria lhe oferecido propina para ficar em silêncio sobre as irregularidades envolvendo a Covaxin.
  • A diretora foi confrontada com a informação de que Barros foi um um dos autores da emenda na Medida Provisória que facilitou a importação do imunizante indiano. A depoente rebateu, afirmando que o presidente da comissão, Omar Aziz, “também incluiu emendas na MP”.

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