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Saiba tudo o que disse Airton Cascavel à CPI

O ex-assessor da Saúde negou aos senadores que tenha atuado como o "ministro de fato" durante a gestão de Eduardo Pazuello
Saiba tudo o que disse Airton Cascavel à CPI
Foto: Pedro França/Agência Senado

O ex-assessor do Ministério da Saúde Airton Cascavel prestou depoimento nesta quinta-feira (12) à CPI da Covid.

“Cascavel”, como é conhecido, atuou oficialmente na pasta entre 24 de junho de 2020 a 21 de março de 2021, mas trabalhou de maneira informal por pelo menos dois meses. Ele foi apontado como “o ministro de fato” durante a gestão de Eduardo Pazuello.

Aos senadores, ele negou que tenha assumido as responsabilidades do general e disse que foi procurado por “picaretas da vacina”.

Saiba tudo o que disse Airton Cascavel à CPI:

Relação com Eduardo Pazuello

  • Airton Cascavel, que já foi vice-governador de Roraima, disse que conheceu Eduardo Pazuello quando o general participou de uma operação de acolhimento de imigrantes venezuelanos no estado.
  • O ex-assessor afirmou que, quando Pazuello assumiu a Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde, pediu a ele que ajudasse na “relação institutcional”.
  • Segundo Cascavel, o pedido se deu porque Pazuello e o então ministro, Nelson Teich, não tinham experiência política. Teich acabou deixando o cargo antes que Soligo assumisse oficialmente.

Atuação informal para o Ministério da Saúde

  • Airton Soligo disse que atuou de maneira não oficial para o Ministério da Saúde por dois meses porque sua nomeação demorou para ser formalizada.
  • Segundo ele, houve problemas na documentação. Seu nome ainda estava vinculado ao cargo de administrador de uma pequena empresa.

Ministro da Saúde de fato

  • Airton Cascavel negou que tenha exercido funções de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde. O ex-assessor da pasta foi apontado como “o ministro de fato” durante a gestão do general.
  • O depoente afirmou que nunca houve “terceirização de competência”  e que era apenas um “facilitador” para estados e municípios.

Politização da vacina

  • Airton Cascavel reconheceu que houve uma politização da vacina contra a Covid no governo de Jair Bolsonaro.
  • O assessor do Ministério da Saúde afirmou que tentou pacificar a relação entre a pasta e o Instituto Butantan, que produzia a Coronavac.
  • O depoente foi questionado pelos senadores sobre quem eram os responsáveis pelas investidas contra o imunizante, mas disse que não podia revelar.
  • Cascavel afirmou que teria comprado as vacinas da Pfizer e da Janssen se pudesse, mesmo diante das restrições orçamentárias e burocráticas.

“Picaretas da vacina”

  • Airton Soligo disse que foi procurado por vários “picaretas da vacina” enquanto esteve no Ministério da Saúde.
  • O ex-assessor afirmou que optou por não recebê-los, nem responder a suas mensagens.
  • Cascavel afirmou que não presenciou não presenciou as conversas entre Pazuello e o deputado federal Luis Miranda em que o ministro teria relatado a pressão que estava sofrendo para liberar recursos da pasta.

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