Assine
Acesse
Acesse o Antagonista+ Acesse a Crusoé

Saiba tudo o que disse Luana Araújo na CPI da Covid

A infectologista que trabalhou por 10 dias no Ministério da Saúde reiterou seus posicionamentos contra o suposto "tratamento precoce" e a favor da ciência
Saiba tudo o que disse Luana Araújo na CPI da Covid
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A infectologista Luana Araújo prestou depoimento à CPI da Covid nesta quarta-feira (2). Ela atuou por 10 dias na Secretaria Extraordinária de enfrentamento à pandemia do Ministério da Saúde e não chegou a ser efetivada em razão de sua postura contra o suposto “tratamento precoce”.

Aos senadores, Luana reiterou seus posicionamentos científicos e suas críticas ao negacionismo. A infectologista elogiou Marcelo Queiroga, mas avaliou que faltou planejamento, coordenação e compreensão da gravidade da pandemia por parte do governo federal.

Saiba tudo o que disse Luana Araújo na CPI:

Marcelo Queiroga

  • Luana Araújo classificou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, como uma pessoa técnica, competente, proativa e persistente. Segundo a infectologista, ele chegou a enviar mensagens às 4h30 da manhã comentando sobre temas que precisavam ser discutidos pela pasta.

Passagem pelo Ministério

  • A pesquisadora disse que não sabe por que sua nomeação não foi efetivada. Segundo ela, a pergunta deveria ser feita a Queiroga.
  • Luana afirmou que “não recebeu um centavo” pelos dias que trabalhou para o governo e teve que arcar com os custos de deslocamento — ela mora em Belo Horizonte.
  • Ela disse que não sabia da presença de outros infectologistas na pasta.
  • A pesquisadora disse que Queiroga a informou, sem explicações, que a sua nomeação foi vetada pela Casa Civil.
  • Luana disse que não aceitaria eventual convite para voltar à pasta.
  • Nos dias em que atuou para o governo, a infectologista apresentou um programa de testagem em massa.

Medicamentos sem comprovação científica

  • Luana Araújo reiterou suas críticas ao suposto “tratamento precoce” e ao uso de medicamentos como a cloroquina. Segundo ela, as evidências são claríssimas contra a eficácia desses remédios, que já foram descartados pela OMS e pela FDA para pacientes com Covid.
  • Ela distinguiu autonomia médica do que chamou de “licença para experimentação” de medicamentos em seres humanos.
  • Luana afirmou que a discussão em torno do tratamento precoce é “estupidez”, “é como a gente escolher a borda da Terra plana da qual a gente vai pular”.
  • Ela citou o prêmio da pseudociência dado ao microbiologista francês Didier Raoult, conhecido como Dr. Cloroquina, após ser questionada pelo senador Luis Carlos Heinze (PP) sobre a eficácia do medicamento contra a Covid.
  • A infectologista também disse que “não se pode gasta tanto tempo em algo ineficaz”.
  • Luana afirmou que a “a autonomia do médico não está acima da ciência e não é uma licença para experimentação” e destacou que os profissionais da saúde são obrigados a responder pelos seus atos.

Imunidade de Rebanho

  • A infectologista criticou a tese da imunidade de rebanho natural.
  • Segundo a infectologista, a imunidade de rebanho natural é impossível de ser atingida.

Leia mais: Assine a Crusoé e apoie o jornalismo independente.
Mais notícias
Comentários desabilitados para este post
TOPO