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Saiba tudo que disse o presidente do Instituto Força Brasil à CPI

O coronel Helcio Bruno fez uso do habeas corpus do STF em várias oportunidades para ficar em silêncio e negou ser amigo do reverendo Amilton e de Elcio Franco
Saiba tudo que disse o presidente do Instituto Força Brasil à CPI
Foto: Pedro França/Agência Senado

O coronel Helcio Bruno, do Instituto Força Brasil, prestou depoimento à CPI da Covid nesta terça-feira (10). Ele foi apontado como um dos responsáveis por intermediar o contato entre representantes da Davati e o Ministério da Saúde, para a venda de imunizantes que não existiam.

O depoente fez uso diversas vezes a um habeas corpus do STF para não responder questionamentos que, segundo ele, poderiam incriminá-lo.

Helcio Bruno disse que não conhecia Amilton de Paula e os representantes da Davati e que não era amigo de Elcio Franco.

Saiba tudo o que disse o presidente do Instituto Força Brasil disse à CPI:

Contato com Amilton de Paula

  • Helcio Bruno afirmou que tinha um encontro com o Ministério da Saúde marcado com antecedência no dia 12 de março, para discutir a tramitação de um projeto que previa a compra de imunizantes por empresas.
  • O coronel afirmou que, dias antes da reunião na pasta, o reverendo Amilton de Paula foi até o Instituto Força Brasil, em 9 de março, para propor que representantes da Davati também pariticpassem do encontro do dia 12, porque a empresa tinha uma oferta de vacinas para fazer ao governo, mas não havia conseguido uma agenda. Helcio Bruno teria concordado.
  • O encontro do dia 9 teria sido a primeira vez em que Helcio e Amilton se encontraram.

Encontro no Ministério da Saúde

  • Helcio Bruno disse que, na reunião no Ministério da Saúde do dia 12 de março, conheceu Luiz Paulo Dominguetti e Cristiano Carvalho, da Davati. O depoente recorreu ao habeas corpus do STF e preferiu não dar detalhes sobre o que foi tratado na reunião.
  • Também participaram do encontro o reverendo Amilton de Paula; o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco; o coronel Marcelo Pires; e Igor, do Instituto Força Brasil.
  • Helcio Bruno disse que não presenciou diálogos sobre vantagens indevidas.

Almoço na casa do reverendo Amilton

  • Depois de ter dito que não tinha intimidade com Amilton de Paula e que nunca havia jantado com integrantes da Davati, Helcio Bruno foi confrontado com uma imagem em que aparece sentado a uma mesa com o reverendo e Luiz Paulo Dominguetti.
  • O depoente afirmou que a foto foi tirada em um almoço que ocorreu logo após a reunião no Ministério da Saúde.

Relação com Elcio Franco

  • Helcio Bruno negou que seja amigo de Elcio Franco e disse que o encontrou apenas em solenidades militares pontuais. O depoente afirmou que “nunca conheceu a família” do ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, nem esteve em sua casa.
  • Helcio Bruno recorreu ao habeas corpus do STF quando os senadores pediram que ele desse mais detalhes sobre a relação com Elcio Franco.

Influência no governo

  • Helcio Bruno negou que exerça influência sobre o governo de Jair Bolsonaro. Ele foi confrontado com a informação de que já se encontrou com Jair Bolsonaro, Hamilton Mourão e ministros do governo.
  • O coronel disse que se reuniu com o presidente em maio de 2019, para “apresentar algumas intenções”, mas não deu mais detalhes.

Publicações do Instituto Força Brasil

  • Os senadores questionaram Helcio Bruno sobre publicações do site oficial do Instituto Força Brasil. Nas postagens, Omar Aziz foi comparado a um palhaço, os integrantes da comissão foram chamados de picaretas e o instituto afirmou, sem qualquer embasamento, que “a maioria dos brasileiros é imune ao coronavírus”.
  • O site foi tirado do ar durante o depoimento.

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