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Saiba tudo o que disse o sócio da Belcher à CPI da Covid

Emanuel Catori tentou explicar aos senadores a relação da empresa farmacêutica com o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros
Saiba tudo o que disse o sócio da Belcher à CPI da Covid
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O sócio da Belcher Farmacêutica Emanuel Catori prestou depoimento nesta terça-feira (24) à CPI da Covid no Senado. A empresa tentou negociar 60 milhões de doses da vacina Convidecia, da empresa chinesa CanSino, com o Ministério da Saúde.

Aos senadores, Catori admitiu que Ricardo Barros intermediou o contato entre a Belcher e a pasta, mas negou que tenha uma relação próxima com ele. O depoente não soube explicar por que a CanSino desautorizou a Belcher a negociar seus imunizantes em junho.

Saiba tudo o que disse Emanuel Catori à CPI:

Ricardo Barros

  • Emanuel Catori disse à CPI da Covid que Ricardo Barros foi o responsável por intermediar o contato entre a Belcher e o Ministério da Saúde.
  • Apesar disso, o sócio da empresa negou que o parlamentar tenha exercido qualquer influência nas tratativas para o fornecimento de vacinas.
  • O depoente disse que participou de uma primeira reunião na pasta em 15 de abril. O encontro não constava na agenda do ministro Marcelo Queiroga e foi agendado por Barros. Na ocasião, a CanSino ainda não havia concedido autorização para a Belcher negociar seus imunizantes.
  • Catori disse que contratou Flávio Pansieri, advogado de Barros, para que ele auxiliasse no processo de liberação da vacina da CanSino junto à Anvisa.

Reuniões no Ministério da Saúde

  • Catori afirmou que participou de dois encontros com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, em 20 e 26 de maio.
  • Segundo o depoente, as tratativas não caminharam porque a Belcher foi descredenciada pela CanSino em 10 de junho.

Autorização da CanSino

  • O depoente afirmou que a CanSino descredenciou a Belcher como representante para a venda de imunizantes no Brasil por “questões de compliance”.
  • Segundo ele, no entanto, a empresa nunca deu maiores explicações sobre a motivação.

Coronavac

  • O sócio da Belcher disse aos senadores que também tentou negociar com o laboratório Sinovac.
  • Catori afirmou que tentou comprar 9 milhões de doses da Coronavac para uma doação ao Ministério da Saúde. Ele disse que, na época, não sabia que o Instituto Butantan tinha exclusividade.

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