A Semana em 5 Pontos: Enquanto Brasília pega fogo, a reforma fica de castigo

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Diego Amorim, de O Antagonista, nos antecipa os destaques da semana em cinco pontos (a versão em vídeo você pode conferir clicando logo abaixo):

1) A semana começa com deputados ainda mais insatisfeitos com o que consideram falta de articulação política por parte do governo federal.

No fim de semana, se intensificou na internet a troca de ofensas envolvendo parlamentares aliados a Jair Bolsonaro e até mesmo o secretário especial da Receita Federal.

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Veremos como vão se comportar o próprio presidente e Rodrigo Maia, que comanda a Câmara. Os dois devem se reunir ainda hoje.

2) Nesse clima de conflagração em Brasília, o deputado Felipe Francischini, presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, ao que tudo indica, deve indicar o relator da reforma da Previdência, para que, enfim, a matéria comece a ser debatida.

Na semana passada, Francischini não só não conseguiu escolher o relator, como admitiu que o cronograma de tramitação da reforma atrasaria já no início.

3) Enquanto os deputados fazem suas cobranças e o Planalto tenta se defender, o ministro da Economia, Paulo Guedes, é esperado para participar de uma audiência na sessão da CCJ marcada para amanhã, terça-feira.

A expectativa, pelo menos da equipe econômica, é que a presença do ministro ajude a acalmar os ânimos no Parlamento e force o início da discussão em torno da reforma em si.

4) Enquanto o PSL continua sendo o único partido oficial da base de apoio do governo, deputados ameaçam votar nesta semana um projeto que derruba o decreto que permitiu a cidadãos americanos, da Austrália, do Canadá e do Japão entrarem no Brasil sem a necessidade de visto.

Esse acordo foi firmado na semana passada, quando Bolsonaro visitou os Estados Unidos.

No sábado, o presidente dará continuidade à sua agenda de viagens internacionais. Desta vez, o destino será Israel.

5) No Senado, Davi Alcolumbre deve ler amanhã em plenário o requerimento que cria a chamada CPI da Lava Toga.

Para que a comissão não seja arquivada pela segunda vez, é provável que haja um acordo para reduzir o número de fatos a serem investigados.

Na quinta, a CPI de Brumadinho, já funcionando, escutará Fabio Schvartsman, presidente afastado da Vale.

Além disso, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região provavelmente vai decidir na quarta-feira sobre os pedidos de liberdade de Michel Temer e Moreira Franco, ambos presos na semana passada no âmbito da Operação Descontaminação.

O Anagonista ficará de olho em toda essa pauta movimentada e no que mais vier a surgir nos bastidores do poder.

Bom dia e boa semana.

Comentários

  • Mair -

    Eu estou mais pela aprovação da lei anticorrupção do que previdência esta tem.que deixar para depois aí o povo cata estes deputados e da de relho

  • Xavier -

    A Guerra é longa, a primeira batalha foi a eleição, a segunda está acontecendo agora! O congresso e suas velhas raposas e partidos, tentam encurralar o Governo de Bolsonaro. SIMPLES ASSIM!

  • Roberto -

    O eleitor de Bolsonaro está pouco se lixando para a reforma da previdência, ele votou pelo combate à criminalidade e à corrupção e, nesse ponto, não foi feito nada ainda. E a popularidade derre

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