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"2022 é um ano de nuvens carregadas"

A afirmação é do economista-chefe da XP, Caio Megale; segundo ele, a combinação de inflação alta e atividade produtiva em queda culminará em estagflação
“2022 é um ano de nuvens carregadas”
Divulgação/XP

A desaceleração da economia brasileira chegou antes do esperado, afirmou o economista-chefe da XP, Caio Megale (foto). Em entrevista a O Antagonista, ele disse que a fraqueza da atividade produtiva, pressionada pela inflação, vai se aprofundar com o processo de alta de juros pelo Banco Central. Com isso, o país terá de conviver com estagflação.

“2022 é um ano de nuvens carregadasNo curto prazo, teremos estagflação porque parte da inflação que estamos vivendo é de componentes. É uma inflação de custos, que joga os preços para cima e a atividade para baixo. Isso gera uma situação de estagflação”, disse.

No próximo ano, disse Megale, as incertezas políticas contribuirão para a desaceleração econômica.

“Um ano eleitoral é um ano de incertezas, de mais cautela por parte das empresas em qualquer lugar do mundo. E no Brasil, em particular. Em anos de eleições presidenciais, as empresas sempre pisam no freio para entender o que ocorrerá com a economia”, disse.

Essa incerteza política também obrigará o Banco Central a subir os juros mais do que o necessário para reduzir a inflação porque os riscos de aumento dos gastos públicos preocupam os investidores.

“Quando a política fiscal muda o seu equilíbrio, com mudanças no teto de gastos e permitindo mais despesas, isso gera incerteza sobre a dinâmica de crescimento do endividamento público. Para atingir a mesma taxa de inflação ele precisa de uma dose maior do remédio, que é a alta de juros. Isso é necessário para compensar o efeito da incerteza fiscal sobre as expectativas de inflação. A politica fiscal desordenada põe mais peso sobre o trabalho do Banco Central”, disse.

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