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A Semana em 5 Pontos: ação e reação dos ataques bolsonaristas

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Diego Amorim nos conta, também em vídeo, os principais destaques desta semana, em cinco pontos:

1) Inquérito das fake news

Na quarta-feira, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) retomarão o julgamento sobre a continuidade do inquérito das fake news que corre na corte, e que censurou a Crusoé e O Antagonista.

Na semana passada, o relator do caso, ministro Edson Fachin, votou pela continuidade do inquérito, mas com ajustes. Ele defendeu, por exemplo, que as investigações se restrinjam a manifestações com ameaças aos ministros e seus familiares.

Os demais ministros devem concluir seus votos nesta semana.

2) Ataque ao STF

Na noite de sábado, manifestantes bolsonaristas tentaram invadir o Congresso Nacional e lançaram fogos de artifício contra o prédio do STF.

A Polícia Militar do Distrito Federal prendeu um dos acusados de participar do ataque ao STF. Na manhã desta segunda-feira, a Polícia Federal prendeu Sara Winter, militante bolsonarista.

O presidente da corte, ministro Dias Toffoli, divulgou nota dizendo, entre outras coisas, que “o Brasil vivenciou mais um ataque ao Supremo Tribunal Federal, que também simboliza um ataque a todas as instituições democraticamente constituídas”.

Vamos continuar acompanhando as repercussões.

3) Invasões a hospitais

No fim de semana, o procurador-geral da República, Augusto Aras, elaborou um ofício destinado a procuradores-gerais de Justiça dos estados para que abram investigações sobre invasões a hospitais ocorridas nos últimos dias.

Os documentos serão encaminhados aos chefes do Ministério Público em São Paulo e Distrito Federal e podem ser enviados a outros estados.

No Twitter, Gilmar Mendes, ministro do STF, afirmou que “invadir hospitais é crime – estimular também”.

Na semana passada, Jair Bolsonaro pediu que apoiadores filmassem o interior de hospitais de campanha, para verificar se há desperdício de dinheiro público com leitos desocupados.

4) Mansueto deixa o governo

Mansueto Almeida, secretário nacional do Tesouro, avisou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que deixará o governo até agosto.

A O Antagonista, o economista disse que está seguro do compromisso de Guedes e “de seu time econômico com o ajuste fiscal” e que sai com “uma profunda admiração pelo compromisso firme de toda a equipe econômica com as mudanças estruturais que este país precisa”.

Paulo Guedes afirmou que quando decidiu permanecer no governo Bolsonaro, Mansueto já havia sinalizado que seria algo provisório, pois desejava atuar no mercado privado.

Ainda na economia, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidirá na quarta-feira sobre a taxa básica de juros, a Selic.

5) Vetos presidenciais no Congresso

O Congresso deverá se reunir na quarta-feira para analisar vetos presidenciais.

Entre eles, os que envolvem a ampliação do pagamento do auxílio emergencial em meio à pandemia da Covid-19 e a destinação de R$ 8,6 bilhões para os estados combaterem o novo coronavírus.

No Senado, poderão entrar na pauta um projeto que trata de fake news e a Medida Provisória, já aprovada na Câmara, que reduz salários e jornada de trabalho na pandemia.

Na Câmara, está previsa a votação da Medida Provisória que reduz temporariamente contribuições de empresas ao Sistema S.

Além disso, o deputado Fábio Faria, do PSD, tomará posse nesta semana como ministro das Comunicações, pasta recriada por Jair Bolsonaro.

Bom dia e boa semana.

Leia mais: Os 2 inimigos do Brasil na pandemia: o vírus e a tentativa de manipulação dos dados da Saúde

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