Assine
Acesse
Acesse o Antagonista+ Acesse a Crusoé

Wajngarten atuou para 'esmagar' informações sobre mortes por Covid, diz pesquisador da USP

O pesquisador Paulo Lotufo disse ao 'Papo Antagonista' que a Secom de Fabio Wajngarten passou a "dominar" a comunicação do governo sobre a Covid
Wajngarten atuou para esmagar informações sobre mortes por Covid, diz pesquisador da USP
Arte: Matheus Castro/O Antagonista

O pesquisador Paulo Lotufo disse ao Papo Antagonista que a Secom de Fabio Wajngarten passou a “dominar” a comunicação do governo sobre a Covid logo depois que Pazuello assumiu o ministério da Saúde, e que o objetivo era “esmagar” as informações sobre mortes na pandemia.

“Nós temos um sistema bom [de registro de mortes]. Houve uma tentativa por parte do Ministério da Saúde quando o Eduardo Pazuello assumiu, mas sob a inspiração da Secom, pelo Fabio Wajngarten, de esmagar essa informação”, disse Lotufo ao programa que foi ao ar nesta sexta (7).

“E o Wajngarten criou aquela figura dos recuperados”. O Painel Coronavírus do Ministério da Saúde passou a destacar os casos recuperados em vez do número de mortes, decisão mantida até hoje.

“Ele [Wajngarten] não queria que colocasse óbitos, mas que colocasse recuperados. A Secom passou a dominar a informação em relação à Covid”, acrescentou o professor de clínica médica da USP. “O objetivo deles era realmente, maquiar mesmo a informação”.

“Quando o Pazuello assume, a Secom praticamente é quem passa a dar toda e qualquer informação sobre a Covid”.

Lotufo comentou ao programa a pesquisa sobre subnotificação divulgada nesta quinta (6) pelo Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME) da Universidade de Washington. Segundo o estudo, o mundo já ultrapassou 6,9 milhões de mortes por Covid, mais do que o dobro da soma das estatísticas oficiais.

Ainda segundo o IHME, o Brasil já ultrapassou a marca de 600 mil mortes por Covid, cerca de 45% a mais do que o registrado oficialmente.

Wajngarten será ouvido na próxima quarta (12) pela CPI da Covid no Senado.

Assista à entrevista:

Leia mais: Assine a Crusoé e apoie o jornalismo independente.
Mais notícias
Comentários desabilitados para este post
TOPO